Há pessoas que fazem sexo regularmente, têm intimidade, carinho e até comunicação. E, ainda assim, sentem um vazio difícil de explicar. Não é frustração. Não é falta de prazer. É uma sensação subtil de que algo deixou de vibrar como antes.
Este sentimento é mais comum do que se imagina — e raramente tem a ver com desempenho ou frequência.
Na maioria dos casos, o que falta não é sexo. É presença emocional.
Com o passar do tempo, o corpo aprende os gestos, as rotinas repetem-se e o cérebro entra em modo automático. O toque acontece, mas já não surpreende. O encontro existe, mas sem verdadeira entrega. O prazer aparece, mas não deixa marca.
Vivemos num mundo acelerado, onde até a intimidade entra na agenda. E quando o sexo se torna mais uma tarefa bem executada, perde-se o espaço para o inesperado, para a curiosidade e para o jogo.
Recuperar essa sensação não passa por “fazer mais”, mas por sentir melhor. Abranda-se o ritmo, muda-se o contexto, cria-se espaço para experimentar sem expectativas rígidas. Às vezes, basta mudar o ambiente. Outras vezes, é preciso mudar a forma como se está presente no momento.
Porque quando algo “falta”, muitas vezes não é desejo — é ligação.